Maria Rita de todo o sempre

Neste dia 21 de dezembro, a cantora Maria Rita fez seu último show do ano no SESC aqui de Santos.

Confesso que fiquei muito feliz quando a vi entrar com um trio. Somente um trio, e não toda aquela parafernália sambística. Eu amo o samba, mas não prefiro com ela cantando.

O trio, ah o trio.. que trio! Basicamente o que a acompanhou no começo de sua carreira. Cuca Teixeira na bateria, Tiago Costa no piano e Silvinho Masuka no baixo.

Fiquei sentado na arquibancada junto com os velhos, eu estava cansado nesse dia e fiquei só analisando o show.

O show começou muito lento, do jeito que eu gosto. Muito feeling com as músicas do primeiro e segundo CDs e umas versões que eu não tinha ouvido ainda na voz dela (só fui a dois shows dela, com esse), tais como Nem um dia do DjavanConceição dos coqueiros do Lula Queiroga.

As primeiras palavras dela foram bem confortantes dando um clima bem intimista para o show. Depois que vi que o nome do show foi Só nosso.

Eu estava amando aquele clima até ela começar a tocar os sambas. Já estava rindo das mil e tantas pessoas esperando o samba. Alias, o samba é que faz as pessoas pularem. Muita gente fala que ela se achou no samba, eu discordo! Pra mim ela se achou logo no começo. Tocando Milton, Lenine, Marcelo Camelo, Rodrigo Maranhão, esses novos artistas e verdadeiros compositores atuais da nossa música. Claro, o samba é bom! Mas não é o estilo dela.

O final do show foi decaindo de ritmo mas aumentando mais a onda dela. Que é o que eu mais gosto de tudo isso.

A cozinha (trio) impecável, como sempre, e um show para todos os gostos. O que prova que a música brasileira pode sim ser inserida nas multidões. Esse caminho que ela trilhou fez com que grandes sucessos e artistas desconhecidos fossem apresentados para o mundo.

Só um desabafo:

Tem gente que fala que ela imita a Elis, e que só faz sucesso por isso. Cara, se a muié é filha da maior cantora de todos os tempos, qual a chance dela ser boa também? Isso é papo de invejoso e que não sabe nada do que está falando. E outra, se ela quisesse copiar a mãe, ela cantaria as músicas que a mãe cantava. Mas não! Ela segue o caminho da música de acordo com o caminho do mundo. De acordo com o caminho dos novos horizontes e novas canções.

Segue um vídeo de uma das minhas músicas preferidas na voz dela.

ps1: Na gravação original do CD tem um arranjo de trombones do Bocato, sensacional!

ps2: Sim, ela engordou!

Simonando

Não. Esse post não tem a ver com Simonian, mas sim com Simonal. Wilson Simonal!

Nesta última sexta feira houve um show do Simoninha e o Max de Castro, dois de seus três filhos. O show foi conduzido pelos dois de maneira que cada um faz o que sabe de melhor. O Simoninha com a sua voz e swing, o Max de Castro comandando a banda com os arranjos impecáveis arredondado por um trio de metais (sax, trompete e trombone), e cantava de vez em quando sabendo, é claro, que esse não é o seu melhor dom herdado de seu pai.

O decorrer do show foi bem característico ao estilo Simonal de conduzir. Interação com a platéia, ao final de cada música tinha uma citação do refrão da mesma cantado em voz baixa, lalalá pra lá e pra cá, só os homens, agora só as mulheres. Um show perfeito no que se disse respeito a animação. Na saída, ouvi várias pessoas falando: “Nossa, pensei que fosse ser chato!”, é, talvez o nome não tenha agradado aos que não estão familiarizado ao estilo da família. Baile remete a coisa antiga, e o show foi comandado a maneira antiga, a maneira antiga de Wilson Simonal, que, tendo em prova essa reação dos ouvintes espantados, será sempre nova, sempre animada.

O “Baile do Simonal”, nome dado a apresentação, não se restringiu só as músicas pai, mas também aos grandes sucessos da bossa nova como Balanço Zona Sul, mas tocado em uma versão adaptada ao estilo da família, as músicas mais cantadas foram Sá Marina, popularizada nas noites de MPB pelos barzinhos da vida, e Meu limão, meu limoeiro, eternizada pelo bailes da vida.

Toda essa animação exagerada e herdada só funciona por que por trás de tudo isso, tem uma excelente banda com arranjos de bom gosto e um cantor que faz jus ao apelido.

Um show cheio de swing e novas leituras de músicas consagradas.

Um excelente show pra quem busca animação e música de qualidade ao mesmo tempo.

Alguma semelhança a hoje?

Karina Buhr

O universo independente do Brasil é cheio de coisas boas. Talvez por serem verdadeiras, as músicas transmitem uma mensagem mais tocante, o que me agrada muito. Diferente do que se ouve na rádio, das coisas de plástico que nos é forçado goela abaixo.

Dentre tantos artistas que tentam fazer esse tipo música, poucos se sobressaem por causa daquele velho assunto de falta de espaço para bandas novas, enfim… O que quero dizer é que hoje a gente pode escolher, e deve, o que ouvir. Hoje não, já faz tempo! Mas talvez só hoje, esse mercado esteja vendo a internet como um ponto forte para sua própria divulgação.

Existem vários sites onde você possa acompanhar a carreira desses artistas. Eu recomendo!

Mas hoje vim divulgar uma artista que tenho ouvido muito ultimamente. O nome dela é Karina Buhr (site).

Seu sotaque pernambucano já me ganhou logo de cara, e as composições são bem versáteis e com bastantes climas instrumentais eletrônicos.

O nome do álbum é “Eu menti pra você”, e a música que me chamou mais atenção se chama “O pé”.

Abra seus ouvidos para que a música possa chegar na sua mente.

Esperto que gostem… LINK

ps. esse site/blog que o link direciona tem tudo de música brasileira.

Seja ruim assumido

Melhor do que ser ruim é saber que você é ruim.

Vejo por aí um monte de gente fazendo coisa muito ruim e estranhando quando as pessoas criticam a qualidade. Digo qualidade que é diferente de preferência. Posso odiar sertanejo mas sei quando a coisa é bem feita. É, estou falando de música. De cantores e de meus alunos.

Deixei bem claro isso pra uma aluna minha hoje. E foi legal que ela concordou totalmente, porque se viu entrando nessa. Às vezes as pessoas caem nessa por orgulho ou mesmo por ouvir quem não deve (geralmente parentes não são bons para isso). Quando pega referência de quem não manja nada e leva a análise a sério. Com certeza a mãe desse cidadão o acha lindo. Enfim…

Sempre que quero uma opinião sobre determinada coisa que eu esteja fazendo, pergunto pra um especialista da área. E me abrir para as críticas dele. Não se ofender e aprender.

Um exemplo disso é esse vídeo muito engraçado. Aliás, esse programa sempre me faz rir muito.

Fica aí a dica!

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